
Um início envolvente
Transformers: O Despertar das Feras, com sua trama atraente e promessa de uma nova era de Autobots, ganha a atenção dos fãs do início ao fim. Este novo filme, sequência de Bumblebee (2018) e reboot dos filmes de Michael Bay, introduz um universo cinematográfico intrigante e potencialmente expansivo.
O filme introduz Unicron, um devorador de planetas e a emergência dos Maximals, Autobots que se transformam em animais. A trama se desenrola com um elemento surpresa, a Chave Transwarp, levando os Maximals à Terra, estabelecendo uma conexão bem elaborada com a nossa realidade. O filme introduz muito bem elementos da cultura latinoamericana, seu ponto mais forte.
Do jeito que começou, terminou
Observando do início ao fim, temos uma incrível evolução dos personagens e também de suas relações. A partir de um ponto de partida emocionante, o filme termina com uma promessa intrigante para o futuro, sem revelar demais e alimentando a expectativa dos fãs.
Boas performances
A atuação de Anthony Ramos como Noah é digna de nota, assim como a performance cativante de Douglas Silva como a voz brasileira de Mirage. O carisma de Mirage, unido ao desempenho de Silva, cria um personagem memorável que certamente conquistará o coração dos espectadores.
Por outro lado, a performance de Dominique Fishback como Elena adiciona uma camada extra de profundidade à história, enquanto o trabalho de dublagem brasileira de Fernanda Paes Leme, mesmo com presença mais amena, traz nuances sutis à personagem Arcee.
Trabalho técnico bem realizado
Em termos de direção e trabalho técnico, a obra destaca-se. A transformação dos Autobots, especialmente de Optimus Prime, é espetacular, fazendo um aceno à animação clássica da série que certamente agradará os fãs nostálgicos. Contudo, embora os Maximals tenham sido visualmente deslumbrantes, a oportunidade de explorar mais esses personagens ficou um pouco de lado.
É certo dizer que mesmo sem a forte presença de Bay, o filme consegue criar sua identidade própria. A direção de Steven Caple Jr., ao mesmo tempo que da leves acenos a obra de Bay, econtra um caminho cativante para um futuro promissor. Essa união entre novidade e nostalgia funciona muito bem no filme.
Conclusão
Para concluir, “Transformers: O Despertar das Feras” é um filme que, apesar de suas falhas, vale a pena ser visto. Com uma trama envolvente, performances sólidas e efeitos visuais impressionantes, é uma adição valiosa ao universo de Transformers. Se você gosta de uma boa aventura cheia de reviravoltas e surpresas, não vai se arrepender.