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Crítica: DC’s Stargirl 1ª Temporada – ★★★★☆ (2020)

(Reprodução)

Saudações caro leitor, hoje falaremos de uma série que conseguiu conquistar os fãs e se tornar uma das queridinhas da DC, Stargirl. Com a chegada do primeiro episódio da 2ª temporada e também pelos comentários positivos acerca da série, resolvi dedicar um tempo e maratonar a primeira temporada para conhecer um pouco mais. No começo tive a preocupação de ser aquelas séries teens cheias de clichês e tipicamente massantes, mas fui surpreendido por um roteiro interessante que consegue desenvolver muito bem não apenas a trama, mas pincipalmente os personagens.

Na trama, acompanhamos a vida de Courtney Whitmore (Brec Bassinger), uma adolescente que encontra um cajado mágico nas coisas de seu padrasto, Pat Dugan (Luke Wilson) e passa a acreditar que seu pai foi o antigo Starman e que agora chegou o momento de continuar seu legado. Com ajuda de seu padrasto Dugan, que foi o antigo parceiro de Starman, ela irá descobrir seus poderes e também segredos do passado da Sociedade da Justiça da América, uma das primeiras equipes de super-heróis da DC. O melhor da trama é que ao invés de focar em dramas adolescentes, comuns na TV, os roteiristas seguiram por um caminho diferente e nos apresentam momentos muito mais interessantes, como a protagonistas explorando seus novos poderes e descobrindo a existência de segredos sombrios na cidade de Blue Valley, assim como novos heróis e vilões, e esses são um dos pontos altos da série.

Os personagens escolhidos na série conseguem se tornar extremamente interessantes dentro da trama, marcando sua trajetória na série. A Stargirl é uma personagem impulsiva, praticamente viciada na adrenalina de ser uma heroína, e vemos isso na maneira como ela lida com os problemas a sua volta. Seu padrasto Dugan, com quem não se dava bem no início, tem grande participação na série, servindo em muitos momentos como alívio cômico, mas sempre inspirando e ensinando os jovens heróis. Seus amigos e futuros membros da SJA, Beth (Anjelika Washington), Yolanda (Yvette Monreal) e Rick (Cameron Gellman) são contruídos com muito zelo e vemos isso principalmente nos arcos em que assumem seus mantos de super-heróis, Dra. Meia Noite, Pantera e Homem-Hora, respectivamente. A construção desses personagens é orgânica e casa perfeitamente com o ritmo da trama. A cada episódio vemos os personagens crescendo e superando desafios pessoais, um amadurecimento marcado pelo otimismo clássico que nos remete aos tempos da Era de Ouro dos Quadrinhos, de onde essa história faz referência, algo muito marcante. E não apenas a construção dos heróis segue esse ritmo, mas os vilões também são trazidos nesse mesmo formato, todos são caricatos e coloridos, com planos megalomaníacos, cada um exercendo seu papel com maestria, principalmente o hilário Mestre dos Esportes, marcado por cenas que divertem.

Como todas as séries do Arrowverse, Stargirl também é gravado em estúdios, e isso é bem evidente, mas que em momento algum faz perder o brilho da produção, muito pelo contrário, eles resgatam uma atmosfera retrô, trazendo lembranças de cenas como em De Volta Para o Futuro. Os cenários estão tipicamente de cidade fantasma, mas isso passa despercebido pela maneira como a trama é desenvolvida, sempre focando nas trajetórias do grupo de heróis principais. As cenas de ação estão com uma qualidade incrível, desde a luta inicial até a grande batalha final contra a Sociedade da Injustiça da América, podemos ver que foram feitas com muita dedicação e esforço, com movimentos bem gravados e cenas de cair o queixo, principalmente Stargirl, com coreografias excelentes. Os efeitos especiais também não deixam a desejar e conseguem ser eficientes dentro de sua simplicaidade. As cenas em que Pat está em seu robô F.A.I.X.A. são muito bem polidas e criam uma sensação de naturalidade. Não quero dar spoilers, mas saibam que Solomon Grundy também terá sua presença marcada na série com uma grande cena de ação e a qualidade ficou excelente.

A trilha sonora da primeira temporada ficou por conta de Pinar Toprak, que já trabalhou em outras adaptações de quadrinhos como Krypton, da SyFy, além também de ter desenvolvido a trilha do filme da Capitã Marvel, da Marvel. Portanto, seu currículo é mais do que comprovado para trabalhar em uma série de heróis. A trilha foi muito bem executada e consegue marcar cada momento da série, pricipalmente as cenas de ação, deixando um clima realmente épico.

DC’s Stargirl é uma série que me surpreendeu pela grande qualidade do roteiro e do desenvolvimento dos personagens. Após a maratona passo a concordar com aqueles que falam tão bem da série. E se você, assim como eu, que procura fugir de séries teens chatas, saiba que essa não é uma delas. Eu não conhecia a heroína e acabei me interessando muito mais por ela a partir dessa primeira temporada. A série consegue cumprir seu propósito e entregar um material de qualidade para quem é fã de histórias de super-heróis. Acredito que Stargirl pode se tornar uma das melhores séries de super-heróis da DC, tudo irá depender de como pretendem seguir com a trama.

Sobre Carlos Valim

Apaixonado por cultura pop. Aprendendo a escrever críticas menos emocionadas. Professor de História e fundador do GS.

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