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Crítica: O Golpista do Tinder – ★★☆☆☆ (2022)

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A Netflix já tem um leuqe imenso de documentários e séries true crime em seu catálogo, ao ponto que nada mais surpreende. Seu novo lançamento do gênero, O Golpista do Tinder, é mais um documentário com zero surpresas e poucas reviravoltas significativas, ainda mais para quem vive no Brasil, onde é cheio de 171, estelionatários e golpistas de todas as nomenclaturas.

Em O Golpista do Tinder acompanhamos Cecilie relatando seu encontro com o galã Simon, que, como um conto de fadas, foi encantador em todas as fases. O jovem que se diz herdeiro da indústria do diamante, bancou vários encontros românticos com a garota, todos de extremo luxo.

O filme/documentário segue acompanhando os relatos da garota, algumas conversas de texto e simulações. Até a metade da primeira hora somos forçados a falar: bem feito, quem mandou ser interesseira. Tanto para Cecilie, quanto para Pernilla, outra “azarada” que caiu no conto do Príncipe dos diamantes. Essa impressão é resultado das montagens com as falas das garotas, que ambas dizem procurar um rapaz interessante e com conteúdo, mas são atraídas pela vida luxuosa e fútil de Simon – algo contraditório com as falas de ambas.

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Desse ponto, a chegada de Pernilla, para frente o espectador já saca o que acontecia – que não falarei aqui para não dar spoiler. O que torna assistível os próximos minutos é a curiosidade em saber como vão descobrir o golpista e qual o fim dele.

Por “ser” um magnata dos diamantes, Simon, alega estar sofrendo perseguições de seus inimigos, com isso ele passa a pedir pinheiro para Cecilie, pois tinha medo de que descobrissem onde estava, rastreandos seus cartões. Cecilie passa a criar divídas com bancos para bancar Simon, até que, descobre sobre o golpista de maneira inusitada – e um pouco dramatica demais para a realidade.

Com uma bagagem ineteressante, a produtora de ” Don’t F*** with my cats”, manteve seu padrão de qualidade em mostrar os processos investigativos e jornalísticos, mas aqui a coisa tem mais drama que o necessário, com falas auto-conscientes disso. O que não muda a história, mas passa a sensação de que algumas coisas coisas foram contadas com uma dramaticidade sem propósito, fazendo paralelo com o ditado “quem conta um conto, aumenta um ponto”.

No fim, acompanhar a saga contra Simon é fácil, a segunda metade do filme/documentário passa rápido, depois que descobrimos que o golpista era golpista e como ele aplicava os golpes, é só acompanhar como foi sua prisão e fim. Chega a ser até bobo como isso é feito dentro do filme, novamente, com mais drama que a história merecia. O grande trunfo está no final, em como e o o que aconteceu com Simon, essa parte é a única que chega a chocar – ainda mais para nós brasileiros que sempre falamos que “as coisas [a justiça] é séria em outros países”.

O Golpista do Tinder está disponível na Netflix e vale a pena pelo final, pois a história é mais uma dessas que aparecem no Fantástico num domingo qualquer.

https://www.youtube.com/watch?v=_LxaB9Wyloo

Sobre Dan Claudino

Professor de História, aspirante a podcaster e escritor. Viciado em cultura cyberpunk e jogos de ação.

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