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Crítica: Rua do medo: 1994 – ★★★★☆ (2021)

Rua do Medo Parte 1: 1994 ganha cartaz e trailer com muita tensão
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Se você gosta de filmes slashers e de Stranger Things, Rua do medo: 1994 é feito para você. Dirigido por Leigh Janiak (Honeymoon, 2014),  primeira parte da trilogia chegou à Netflix no dia 2 de julho e é uma ótima indicação para os fãs de filmes slashers, como Pânico, O Massacre da Serra Elétrica e Jason, a cena de abertura referencia Pânico e é fantástica.

Baseado em uma série de livros de mesmo nome, a direção e adaptação de Rua do medo foi inspirado pela adolescência de Janiak, trazendo momentos dos anos 90 que remontam a vida da diretora, isso de longe é um problema, talvez seja até um olhar mais humano para a obra. E qualquer comparação com Stranger Things é natural, já que a série cravou seu espaço no universo audiovisual.

O filme se trata da bruxa Fier que amaldiçoou a cidade de Shadyside, onde pessoas de bem se transformam em assassinos responsáveis por massacres. E toda a construção narrativa é direta e objetiva, Josh (Benjamin Flores Jr.) funciona como o palestrinha, ele é um nerd que, convenientemente, é aficionado pela história/lenda da bruxa. No decorrer do filme, ele explica a lenda, sugere como derrotar a bruxa e cria os planos mirabolantes, esse é um ponto fraco do filme, já que a narrativa do filme não tem necessidade de um personagem desses.

Como todo filme de terror, Rua do Medo: 1994 tem muito furo de roteiro, mas são do tipo que o espectador ignora, já que a história se desenvolve bem e os furos são ignoráveis – menos os que envolvem a polícia, mas esses se resolvem no filme. 

Obviamente, o que interessa em um slasher são as mortes e todas são fantásticas – a com o fatiador de pão é do nível Jogos Mortais. E esse é o ponto forte do filme, o que se perde em roteiro, se ganha em cenas de ação/morte e são cenas bem construídas, sem exageros e, quando tem exagero é bem feito, não deixa aquele ar de ter sido jogado no filme de qualquer jeito. E somado as cenas de morte, outro ponto forte vai para a trilha sonora que conta com David Bowie, Pixies, Nirvana e a trilha original que é contagiante  te prende no filme.

Rua do medo: 1994 é o primeiro filme de uma trilogia, apesar de ser um filme com furos de roteiro, as cenas de ação/morte, a trilha sonora e as interpretações de Kiana Madeira, Benjamin Flores Jr. e Fred Hechinger fazem valer a pena o tempo de tela. Um bônus é a dublagem brasileira que está espetacular.

Rua do medo: 1994 está disponível na Netflix.

https://www.youtube.com/watch?v=ZoVM-Ol_7O4

Sobre Dan Claudino

Professor de História, aspirante a podcaster e escritor. Viciado em cultura cyberpunk e jogos de ação.

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